Em cada minuto lembrado, a navalha dilascerando...
Recorro as lagrimas para sufocar a dor
Sinto que de nada adianta, sinto-se fraco
E essa ansiedade estava me matando...
Em cada lembrança, agonia
Mãos tremulas me tomavam e meu estado
Nervoso se abalava, cada pulsar desse coração
Me fazia sentir o efeito desse veneno
Em cada palavra proferida, decepção
Sintia-me tomado de tristeza ao ouvi-la
ao ouvir falar nela, dela... E ela se foi, gracas a Deus!
Quem?
A mágoa, a decepção, a angustia... A dor!
E com ela o medo da navalha, a anciedade que me remetia a agonia
e a decepção que sentia...
Percebi que aquilo que tinha vivido era muito
pequeno diante da dura realidade que agora via...
Me peguei olhando pela janela da vida
e entre a delicada curtina de seda que me enfeitava a visão a vi mais frágil, mais simples, mais necessitada de alguém, de companhia...
Ela quem?
A juventude...
Senti...
O que sentiste?
E não foi facil desfazer-me dessa sensação.
Vi no adeus que dei a dor, as mãos do Grande eu sou acenando comigo
me senti mais leve, mais feliz, mais eu, mais fora de perigo...
Coração livre para mim, para ocupar-me de mim mesmo, para amar mais,
Senti o sabor do perdão, tão doce, tão bom, e nessa purificação
O esvair-se do veneno que tomara a tempos atrás
Eu...
Estou livre....Aprendi a perdoar!
A Vivendo e registrando a vida!
Como disse Fernando Pessoa: "Para viver, basta existir".
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Minhas asas
Sob asas frágeis sustento-me
e aos poucos me sinto tão próximo do chão
Sob asas frágeis sentimentos furtivos
que aos poucos afloram em vão
Sob serenas asas o brilho do sol
aquecendo no singelo ser suas vertentes
Sob frágeis asas eu estou, eu sou
Sob frágeis asas eu vou e voo tranquilamente
Do casulo que me envolvia
Volvem-se as lembranças, de memórias perdidas
Travadas as lutas, sofridas as dores,
choradas as cores que não se possui uma lágrima
choradas as cores que não se possui uma lágrima
Me fiz paz, me vi sereno, me conheci ameno de olhar pacifico
Por vezes brando me reconheci como realmente sou
ou como poderia ser ou ainda como virei a sê-lo
As asas serenas e frágeis já não mais o são
Me fiz complexo e de forças ocultas me fiz liberdade
De fonte inesgotável me vieram as forças
Não sou eu tão singelo, sou o ímpeto em vigor
Não mais perto do chão, não mais simples estou
A fragilidade aparenta, a força se apresenta
a dor de uma lágrima furtiva dá lugar
a um eu com medidas desmedidas, mas
sem atitudes descabidas
comedido em não ser o eu que nesse ser havia
Minhas asas agora são realmente minhas...
Rafael Sisant
Rafael Sisant
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