A Vivendo e registrando a vida!

Como disse Fernando Pessoa: "Para viver, basta existir".


terça-feira, 26 de março de 2013

Cênico


Momento de velar-se...
Tudo lhe parece obscuro
Pouco se vê,
formas desconhecidas e distorcidas atormentam,
silhuetas e sombras vazias se aproximam.
Pouco se lê,
Expressões acolhidas pelo desconhecido
distorcem os fatos, não há verdade eficiente o suficiente aqui

Dadas as costa, virada a face
Hora de por a máscara,
Foco ligado e a música começa a tocar
As silhuetas se afastam
Não há nada em volta e a hora é chegada
O corpo fala,
Nada de letras, o verbo é desnecessário
Machuca, aterroriza, distorce e destrói

A música para, o foco se apaga
Você caminha em direção ao nada
Tira a máscara e despe-se
Músculos a mostra, um arrepio,
de repente uma cegueira causada pelo forte foco em sua direção
Você faz a reverência, agradece com todos os gestos possíveis
O verbo é desnecessário.

Você se vira, caminha em direção à escuridão
Percebe os sons de aplausos quebrando o silêncio
Para e ouve, é de perde o fôlego, e ganhar-se o gozo
Volta a si, continua a caminhada, de repente o seu corpo se apaga no nada e então, o fim.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

01/01/2013 - Um bom início de ano!



Momentos inesquecíveis, vivi. Fui na ilha do massangano, com alguns amigos, o Joedson Silva, o Rodrigo, um jovem urbanista Paulista e o Celso Sim,  um grande artista também Paulista. Os dois vieram do Sul do país para conhecer o Nordeste. Eu também não conhecia a ilha e foi um momento importante para mim. Conheci dois dos seus famosos nativos, que fazem com que o movimento cultural do samba de veio ainda resista neste século, Dona Amélia e Chagas, figuras ilustres e especiais. Fomos maravilhosamente recebidos por Chagas, que como um grande anfitrião, desses que você vê em filmes e novelas nos acolheu em sua casa. Hospitaleiro e gentil, nos levou para conhecer um pouco da ilha, tanto por terra, sentindo a terra da ilha nos pés, quanto pela água, com o frescor da água doce do velho Chico e sua brisa. Presenciamos o sol, o céu em um show de cores e brilhos que só essa grande estrela poderia nos presentear. Nunca vi o céu tão colorido, como ontem. Eram os primeiros raios de sol do primeiro dia do ano, por isso havia beleza e magia na atmosfera que se formava as marges do velho Chico. O céu Pintava-se de roxo, rosa, laranja, anil, dourado, prateado e não deixou de nos encantar em momento algum. O mais incrível foi após assistir o pôr-do-sol, poder voltar de barco, durante a noite, pouco se podia enxergar, mas o que se via era fantástico. Imagens belíssimas estão registrada na memória, imagens que jamais poderei reproduzir numa tela e que seja assim por muito tempo. Muitas viagens, muitas imagens e muitas alegrias. O ano de 2013 começou bem! 

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